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segunda-feira

Sociedade Vril e OVNIS Nazistas

 Não existe nenhum livro na Alemanha sobre essa Sociedade Vril e qualquer documento que poderia relacionar-se com esse nome, ou mesmo lembrar esse nome, foi muito bem subtraído pelos Aliados.
Mas como podeis ver, não foi tudo que desapareceu. E sinto um prazer todo particular em revelar aqui esse tema ao leitor. Com efeito, ireis verificar quais são os meios influentes ‘‘não-alemães’’ que fazem questão de ocultar a verdade aos alemães. Karl Haushofer fundou, antes de 1919, uma segunda ordem, os ‘‘Irmãos da Luz’’ que tomou, mais tarde, o nome de ‘‘Sociedade Vril’’. Nesta se encontravam também ‘‘Os Mestres da Pedra Negra’’ (dhvss), uma nova fundação dos templários oriundos da ordem Germânica de 1917, e os Cavaleiros Negros do ‘‘Sol Negro’’, elite da Sociedade Thule e da ss. Se compararmos a Sociedade Vril com a Sociedade Thule, a diferença pode resumir-se no seguinte: a Sociedade Thule ocupava-se das coisas materiais e políticas enquanto que a Sociedade Vril tinha ocupações referentes sobretudo ao Além. Mas elas tinham, mesmo assim, alguns pontos em comum. As duas estudavam a Atlântida, Thule, ‘‘a Ilha dos Bem Aventurados’’ de Gilgamesh, os relatórios originais entre os germanos e os mesopotâmicos, assim como os antigos santuários como Stonehenge com suas pedras eretas.
Em dezembro de 1919, uma casa florestal foi alugada em Ramsau, perto de Berchtesgaden, onde se encontraram algumas pessoas das Sociedades Thule, dhvss e Vril. Entre elas os médiuns Maria Orsitsch e Sigrun. Maria tinha captado informações numa escrita secreta dos templários, uma língua completamente desconhecida por ela, com precisões técnicas para construir um engenho voador. Essas mensagens telepáticas foram transmitidas segundo os escritos da Sociedade Vril, do sistema solar Aldebaran, situado na constelação de Touro. Gostaria, nesta altura de meu relato, de apresentar ao leitor um resumo das mensagens que foram recebidas durante anos pelos telepatas da Sociedade Vril e que constituíam a base das ações empreendidas por esta última. O sistema solar de Aldebaran estaria a 68 anos-luz da terra, e teria dois planetas habitados, que constituiriam o reino dos sumeran, girando ao redor de seu sol. Os habitantes desse sistema solar seriam subdivididos num povo de mestres, de homens-deuses brancos (arianos) e em diferentes outras raças humanas. Estas ter-se-iam desenvolvido devido às mudanças climáticas sobre os planetas isolados e seriam o resultado de uma degenerescência desses ‘‘homens-deuses’’. Esses mutantes teriam tido um desenvolvimento espiritual inferior aos ‘‘homens-deuses’’. Quanto mais as raças se misturavam, mais seu desenvolvimento espiritual se degradava. Como conseqüência, quando o sol de
Aldebaran começou a crescer, eles não puderam mais fazer viagens interplanetárias como seus ancestrais; tornou-se impossível para eles, sair de seus planetas. Foi assim que as raças inferiores, totalmente dependentes da raça dos mestres, teriam sido evacuadas em naves espaciais e levadas para outros planetas
habitáveis. Malgrado essas diferenças, o respeito era próprio entre essas duas raças, elas não se apossavam do espaço vital da outra. Cada raça respeitava o desenvolvimento da outra (contrariamente do que se passa entre os terrestres). A raça dos mestres, os ‘‘homens-deuses brancos’’, teria começado a colonizar outros planetas similares a terra há aproximadamente 500 milhões de anos, em seguida à expansão do sol de Aldebaran e do calor crescente que disso resultou e tornou os planetas inabitáveis. Alguns dizem que eles teriam colonizado em nosso sistema solar primeiramente o planeta Mallona (denominado também de Maldek, Marduk ou então Phaeton entre os Russos) que teria existido, na época, entre Marte e
Júpiter, onde hoje se encontram os asteróides. Em seguida, foi a vez de Marte, cujas grandes cidades
piramidais e as feições marcianas bem conhecidas, fotografadas em 1976 pela sonda Viking, testemunham do alto nível de desenvolvimento de seus habitantes. Daí a suposição que os homens-deuses de Sumeran-Aldebaran vieram nessa época pela primeira vez a terra. Velhos traços de um sapato fossilizado, remontando próximo de 500 milhões de anos o testemunham, assim como um trilobite fossilizado pisoteado com o salto desse sapato. Essa espécie de lagostim primitivo vivia então sobre a terra e desapareceu há 400 milhões de anos. Os membros da Sociedade Vril pensavam que os aldebarianos aterrissaram mais tarde, quando a terra tornou-se pouco a pouco habitável, na Mesopotâmia e que formavam a casta dominante
dos sumerianos. Denominavam esses aldebarianos ‘‘homens-deuses brancos’’. Mais tarde, os telepatas de Vril receberam a informação seguinte: a língua dos sumerianos era não somente idêntica a dos aldebarianos, assim como ela tinha também as sonoridades semelhantes ao alemão e a freqüência dessas duas línguas era quase idêntica. Isso corresponde com a realidade? Digamos simplesmente que os planos de construção e as informações técnicas recebidas pelos telepatas, de onde quer que eles venham, eram tão precisos que nasceu a idéia mais fantástica jamais concebida pelo homem: a construção da ‘‘máquina para o Além’’!
O conceito de ‘‘outra ciência’’ amadureceu nas mentes (em nossos dias empregaríamos o termo de ‘‘formas de energias alternativas’’). Foi preciso três anos para que o projeto fosse colocado em condições. Nessa primeira fase de ‘‘outra técnica’’ ou de ‘‘outra ciência’’ o dr. W. O. Schumann, membro das
sociedades Thule e Vril, fez uma exposição na Faculdade de Ciências de Munique. Eis uma parte dessa exposição:

Em todos os domínios, existem dois princípios que determinam os acontecimentos, a luz e a sombra, o bem e o mal, a criação e a destruição, como o positivo e o negativo na eletricidade. Trata-se sempre de uma forma ou de outra! Esses dois princípios, que designamos concretamente como os princípios criadores e destruidores, determinam também nossos meios técnicos[…]
O princípio destruidor é a obra do Diabo, o princípio criador, a obra de Deus[…]
Toda a técnica baseada no princípio da explosão ou da combustão pode ser catalogada de técnica satânica. A nova era que virá será a era de uma técnica nova, positiva e divina! […]
(Extraído dos arquivos secretos da ss).

No mesmo período, o cientista Vitor Schauberger trabalhava num projeto similar. Ele tinha feito seu o ensinamento de Johannes Kepler, que possuía a doutrina secreta dos pitagóricos, retomada e mantida secreta pelos templários. Essa doutrina tratava do saber sobre a implosão (neste caso, isso significa a utilização do potencial dos mundos interiores no mundo exterior). Hitler e todos os outros membros das Sociedades Thule e Vril sabiam que o princípio divino é sempre criador, quer dizer construtivo. Uma tecnologia que, ao contrário, repousa na explosão é pois, nesse caso, destruidora, oposta ao princípio divino. Quiseram então criar uma tecnologia baseada na implosão. A doutrina da oscilação de Schauberger (o princípio da série dos harmônicos = monocórdio) parte do saber sobre a implosão. Digamos mais simplesmente: implosão no lugar da explosão! Por meio das trajetórias de energia do monocórdio e da técnica de implosão penetra-se no domínio da anti-matéria e dissolve-se, assim, a gravidade.
                                    
A primeira nave em forma de prato foi construída no verão de 1922; sua propulsão era baseada na técnica de implosão (a máquina para o Além). Ela compreendia um disco de 8 m de diâmetro, alteado por um disco paralelo de 6,5 m de diâmetro e tendo embaixo outro disco de 6 m de diâmetro. Esses três discos
tinham em seu centro um orifício de 1,80 m de diâmetro, onde montaram o propulsor de 2,40 m de altura. Embaixo, o corpo central terminava em forma de cone. Nesse cone havia uma espécie de pêndulo que tinha por efeito estabilizar o aparelho. Os discos inferior e superior giravam em sentido inverso para criar um campo de rotação eletromagnético. Não conhecemos o desempenho desse primeiro disco voador.
Ele foi experimentado durante dois anos antes de ser desmontado e guardado nas oficinas de Messerschmidt em Augsbourg. Encontramos os auxílios financeiros para esse projeto nas contabilidades de diversas empresas industriais mencionadas sob o código ‘‘jfm’’. É certo que o mecanismo Vril foi tirado da ‘‘máquina para o Além’’ mas ele foi classificado como ‘‘o levitador Schumann sm’’.
A princípio, a máquina para o Além devia engendrar um campo extremamente forte ao redor dela e em sua vizinhança próxima, o qual fazia de todo o espaço circundante, nele compreendido o da máquina e seus ocupantes um microcosmo completamente independente de nosso cosmo. Por sua força máxima, esse campo seria totalmente independente de todas as forças e influências do nosso Universo, tais como a gravidade, o eletromagnetismo, a radiação ou qualquer matéria. Ela podia mover-se à vontade em todos os campos gravitacionais sem que sentisse ou detectasse as forças de aceleração.

[...]

Uma reunião importante da Sociedade Vril teve lugar próximo do Natal de 1943 em Kolberg, estação balneária no mar do Norte, à qual assistiram os médiuns Maria e Sigrum. O assunto principal tratava do ‘‘Empreendimento Aldebaran’’. Os médiuns tinham recebido informações precisas sobre os planetas habitados, situados ao redor do sol de Aldebaran, e uma viagem foi programada para ir até eles. Em 2 de janeiro de 1944 Hitler, Himmler, Künkel e Schumann (estes dois da Sociedade Vril) encontraram-se para falar desse Projeto Vril. Eles queriam dirigir-se, com o auxílio de uma grande astronave, o Vril 7, para Aldebaran via um canal dimensional. Segundo Ratthofer, o primeiro ensaio em vôo num canal dimensional
teria acontecido no inverno de 1944. O aparelho teria evitado por um triz um desastre: pelas fotos do Vril 7
tomadas após seu retorno, disseram ‘‘que ele havia viajado durante um século’’. O revestimento exterior das cabinas parecia muito usado e estava estragado em muitos lugares.

[...]

Logo que ocuparam a Alemanha no início de 1945, os britânicos e os americanos descobriram, entre outras coisas, nos arquivos secretos da ss, fotos do Haunebu ii e do Vril 1 assim como também do aparelho Andrômeda. Em março de 1946, o presidente Truman fez com que o comitê da frota de guerra dos eua
desse permissão para reunir o material alemão para que eles pudessem experimentar essa alta tecnologia. Cientistas alemães, trabalhando secretamente, foram enviados aos eua, fazendo parte do quadro da operação Paperclip. Tomavam parte nesse grupo Vitor Schauberger e Werner von Braun.

[...]

Em 1938 houve uma expedição alemã ao antártico, conduzida pelo porta-aviões Schwabenland. Os alemães atribuíram-se 600.000 km quadrados de terreno que eles batizaram Neuschwabenland (Nova Suábia). Era uma região sem neve, com montanhas e lagos. Frotas inteiras de submarinos do tipo 21
e 23 tomaram mais tarde a rota para Neuschwabenland. Até hoje, mais de cem submarinos alemães aí desapareceram. Eles estavam equipados, entre outras coisas, com tuba Walter, que lhes permitira permanecer várias semanas sob a água. Podemos pensar que eles fugiram para Neuschwabenland com os discos voadores em peças desmontadas ou que eles tenham ao menos, levado os planos de construção. Podemos supor também, pois os ensaios de vôo foram coroados de sucesso, que no fim da guerra os discos voadores foram para lá diretamente. Essa suposição pode parecer ousada para muitos, mas vários indícios importantes permitem, entretanto, imaginar que isso aconteceu dessa forma. Podemos então fazer a pergunta: ‘‘Por que os aliados invadiram a antártica sob as ordens do almirante E. Byrd, em 1947?’’
Se isso fosse somente uma expedição, porque Byrd tinha à sua disposição 4.000 soldados, um navio de guerra, um porta-aviões todo equipado e um completo sistema de abastecimento? Ele dispunha de 8 meses, e no entanto, foi obrigado, já no final de 8 semanas, a interromper tudo, após ter sofrido enormes perdas de aviões. O número exato jamais foi comunicado publicamente. O que aconteceu então?
O almirante Byrd explicou mais tarde para a imprensa:

"É duro de compreender, mas no caso de uma nova guerra, será preciso esperar ataques de aviões que podem voar de um pólo ao outro."

Ele deixou assim transparecer que havia lá do outro lado uma civilização avançada que se servia, de acordo com a ss, de uma tecnologia superior.

Em seu livro Zeitmaschinen (Máquinas de Tempo) onde se pergunta, entre outras coisas, o que aconteceu com os Haunebu, Norbert Jünge-Ratthofer escreveu:

"Desde maio de 1945, os piões espaciais Haunebu, mesmo os discos voadores espaciais Vril 1 desapareceram, primeiro sem deixar traços[…] 

Nesse contexto, é extremamente interessante saber que o Haunebu III do Reich alemão, após seu 19.º ensaio em vôo, teria fugido voando para Marte, para uma expedição espacial em 20 de abril de 1945, decolando de Neuschwabenland, que era então oficialmente um imenso território do Reich alemão na Antártica oriental. O que resultou disso, nós não sabemos. Um ano mais tarde, em 1946, numerosos objetos luminosos de origem desconhecida, mas fabricados indubitavelmente de forma artificial, foram vistos acima da Escandinávia e provocaram um grande alarme nos aliados no Oriente e no Ocidente. Novamente, um ano mais tarde, em 1947, e até nos anos 50, objetos voadores luminosos surgiram acima da América do Norte em crescente número. Eles eram pilotados, isto é certo, por seres inteligentes, eram freqüentemente redondos, em forma de disco ou de sino, eram também às vezes ‘‘objetos voadores não identificados’’ em forma de charuto, os quais são denominados ovnis.
Existem autores que dizem que esses ‘‘ovnis’’ não se assemelhavam, em regra geral, aos fabricados pelo
Reich alemão. Sobre esse ponto minha opinião diverge. Material fotográfico bem documentado prova que especialmente a versão Haunebu II foi vista, e mesmo com freqüência, desde 1945. Se o leitor estivesse interessado, como eu, desde os 10 anos, no mundo técnico dos ovnis, poderia verificar que, entre os casos onde houve contatos pessoais com os ocupantes dos ovnis, existe uma porcentagem particularmente elevada de seres muitos belos da espécie ‘‘ariana’’, loiros com olhos azuis, e que estes falavam ou o alemão corrente ou outra língua com acento alemão (para os informados, mencionamos o caso de Adamski, em 1952, o caso de Cedric Allingham, em 1954, e aquele de Howard Menger, em 1956). Dizem também que existem fotos coloridas de um disco voador que aterrissou com homens para partir logo em seguida, e sobre o qual estavam desenhadas duas cruzes, uma Balkenkreuz e uma cruz gamada.

[...]

Compreendeis agora porque tudo o que se refere aos ovnis passa pela mistificação na grande mídia, e isso particularmente na Alemanha? Segundo esse plano alemão, o mundo da imprensa e da mídia, que é controlada pelos Illuminati graças ao lobby angloamericano-sionista, está prestes a investir somas enormes
para impedir que o cidadão alemão faça investigações nesse domínio. A pergunta que podemos colocar agora é a seguinte: De onde as sociedades secretas alemãs Thule e Vril conseguiram os conhecimentos indispensáveis para a construção desses engenhos voadores? E de onde lhes vinha o saber concernente ao dom da genética, domínio no qual os alemães estavam igualmente muito avançados em relação às outras nações? Segundo os dizeres de Herbert G. Dorsey e de outros pesquisadores, eles foram auxiliados não somente pelos contatos telepáticos com os extraterrestres que lhes forneciam planos de construção, mas também pelo estudo da propulsão de uma nave não-terrestre que teria caído inta\a na Floresta Negra em 1936. Mas não existe nenhuma prova, praticamente, desse acontecimento, nem testemunhas oculares ainda vivas.

RETIRADO DO LIVRO As Sociedades Secretas e seu poder no século XX, de Jan van Helsing, 1998
PÁGINAS 172 - 208
LEIA O LIVRO COMPLETO AQUI!

domingo

"BDSM" Um vício cristão

O cristianismo deixou vestígios doentios até nas mulheres que se dizem incrédulas do cristianismo. A vontade de automutilação, de submissão e de ser agredida remonta a um passado, uma era escura onde as mulheres viviam desta forma. Uma era em que eram estupradas deliberadamente, em que eram tratadas apenas como um meio e como uma desgraça, um mal necessário.


 Em tempos ainda mais remotos, nos povos arianos, era comum ser observado entre as mulheres a capacidade de lutar, defender-se, liderar, inspirar e transmitir conhecimento. Um tempo em que as mulheres seguiam a sua natureza e desta forma obtinham seu merecido respeito. 




Este respeito, esta inspiração, foi vista como um perigo, um mal a ser dominado, com o advento do cristianismo na Europa. A mulher guerreira, astuta, espiritualizada, inteligente, foi diminuída a uma propriedade, escrava, e com o tempo tornou-se covarde, por meio de torturas e assassinatos cruéis. 


Com o tempo as mulheres rebaixaram-se a si mesmas, deixando-se maltratar, tornaram-se aduladoras de seus escravizadores, e sobre tudo mentirosas, sobre a própria natureza. Iniciaram-se então muitas falsas qualidades, a moral da mulher escrava.

E mais tarde, qualquer mulher que viesse a demonstrar sua verdadeira natureza, o interesse pelo intelecto, pelo respeito, pela paixão e pela luta, tornara-se imoral. Os olhares das mulheres escravas não favoreciam a mulher que queria reconquistar seu real poder, e muito menos os homens.

Há muito tempo iniciou-se o extermínio do feminino.

Após a difícil luta por direitos iguais, por uma dignidade, a grande luta pelo feminino, iniciou-se então uma nova falsificação do feminino, dando um fim e um retorno para o extermínio.


A deturpação, a falsa moral, a moral contranatural, tem várias faces e muitas cores.

A verdadeira essência do feminino está perdida, mas ela se encontra muito próxima. Tão próxima que nem podemos enxerga-la, está no nosso DNA, no nosso sangue, perdida em tempos remotos.

É apenas com muita coragem que podemos encontrar a essência, coragem de encarar nossas próprias falhas, coragem de ver e sentir nossa própria natureza: que é selvagem. 



A mulher não é um ser a ser domado, a mulher é dona da chave. É divindade, é espírito livre, força de autodeterminação, liberdade de vontade.

A mulher é origem e posteridade.


O que criam mulheres escravas covardes? Homens covardes. Nós ainda nos perguntamos o Por quê da nossa civilização ter se tornado mera massa? Veja quem os criou.

Mulheres covardes criam homens covardes, e homens covardes necessitam de mulheres covardes para que possam se auto afirmar e se sentirem capazes em suas atitudes.


Iniciou-se então a era da covardia. Seria um acaso o cristianismo ter atacado tanto as mulheres em sua Ascensão?

Obviamente não, eles sabiam onde isto iria chegar, faz parte do grande plano.
Será tarde demais para reverter a isto?
Apenas nossas atitudes podem decidir isto.

Nossas atitudes vão ecoar por muitos anos após nossa morte.

Procuramos agir por meio de:

Autodeterminação, Força, Intelecto, Respeito, Espiritualidade, Natural Moral, Pureza e Lealdade. 


É este o caminho, é este o futuro. Não podemos nos deixar afetar por doenças e vícios cristãos, porque o cristianismo certamente é contra a vida, é um vício contra a natureza feminina. É um vício que está destruindo a humanidade e ele começa por nós.

E.W.

terça-feira

Breve analogia sobre a criação da raça Ariana na Terra

Antes da era glacial, das inundações (dilúvio, na forma mais popular), quando os lugares que hoje possuem os ambientes mais extremos ainda eram habitáveis, em um tempo muito antigo, iniciou-se a raça Ariana na terra.

De forma gnóstica pode se dizer que os “Deuses” vieram até aqui e introduziram Espíritos em uma raça já existente, uma raça primitiva de pouca inteligência. Modificando assim sua aparência também. E havia também outra raça, que seriam os próprios Deuses aprisionados na terra, seriam estes os Arianos puros.

De forma mitológica sabemos por meio de várias culturas, de povos brancos, que nós fomos criados pelos Deuses, de acordo com sua aparência. Sabemos também que estes Deuses eram presentes entre nós, fizeram vários contatos, tiveram até mesmo filhos com os Arianos da terra, assim criando Semideuses, homens superiores que fizeram grandes feitos pelos povos Arianos. Sabe-se de acordo com a mitologia também que nossos Deuses deram-nos conhecimentos e armas, ajudaram em certos períodos para contribuir com a evolução de sua criação. 



De forma mais teórica, científica e histórica, pode-se dizer que seres mais evoluídos, até mesmo mais evoluídos do que somos hoje, vieram até a Terra em busca do que hoje é difícil poder afirmar com toda certeza, existem muitas suposições, sendo algumas delas:

- Encontraram aqui um lugar adequado para a vida e para dar continuidade à raça;
- Talvez o seu local de origem não fosse mais habitável ou estivesse em uma completa guerra;  
- Talvez apenas quisessem fazer experimentos;
- Talvez por causa da guerra existente já em seu local de origem, criaram aqui uma continuidade da raça Ariana, para que continuássemos com a batalha pelo sangue e pela raça.



Mas o que sabemos, com certeza, é que a criação aqui feita é extraordinária. Que devemos valorizar a nossa própria raça, e nos preservarmos para que a criação não regrida cada vez mais, assim como ocorreu. Nós devemos agora promover a purificação e a continuidade da raça Ariana. Batalhar sempre pelo sangue, pela honra, e termos lealdade uns com os outros, só assim nossa raça triunfará novamente como nos tempos antigos. 

quarta-feira

O Berço do Povo Ariano (um breve estudo)

O povo ariano é o que originalmente falava a língua indo-europeia. Para alguns eles se originaram na Ásia e teriam ocupado a Europa em épocas remotas, formando vários ramos de povos e línguas; para outros o povo ariano se originou na Europa e atingiu a Ásia em suas migrações.

No final do século XVI haviam estudos que procuravam provar o parentesco do sânscrito – língua sagrada antiga Índia – com os idiomas Europeus. Em 1767 o jesuíta francês Coeurdoux sustentou que o sânscrito, o latim, o grego e o eslavo pertenciam à mesma família.

O termo indo-europeu foi usado pela primeira vez no século XVIII para designar uma família de línguas existentes na Europa e na Ásia. A questão sobre esse parentesco foi encerrada em 1883, com a publicação da Gramática Comparada do filólogo alemão Franz Bopp, estava provada a origem comum das línguas europeias.

As línguas europeias foram separadas em oito subgrupos: Anatólio, celta, ilírico, germânico, itálico, balto-eslavo, helênico e indo-ariano. Cada um dos subgrupos deu origem a novos idiomas.

Então se todas estas línguas tem uma origem comum, com certeza existiu uma língua mãe falada e até mesmo escrita por um único povo, o povo Ariano. E este povo emigrou para todas as regiões onde atualmente existem os ramos deste tronco comum.

Um historiador publicou 5 volumes  sobre a vida dos arianos, Adolfo Pictet, discorreu sobre a organização social, intelectual, moral e religiosa dos antigos indo-europeus, concluindo que sua pátria teria sido a Bactriana no Usbequistão atual. Para ele por tanto, os arianos teriam migrado da Ásia para a Europa.

Robert Gordon Lathan e Theodor Benfey discordavam de Pictet, para eles os Arianos teriam como berço a própria Europa. Lathan afirmava que pelo simples fato de não existirem as palavras leão, tigre e camelo na língua mãe, os arianos não poderiam ter vivido na Ásia, onde estes animais habitam.

Theodore Poesche, professor alemão em 1878 fez um ensaio no qual falava de um povo proto-árico, que teria sido uma raça de Homens louros e de estatura elevada. Seriam os primeiros arianos e deveriam ser braquicéfalos (a largura do crânio equivalente ao comprimento). Para o autor este povo habitava a Suécia meridional, numa época em que o clima ali era bastante agradável ao Homem. Mas com as glaciações do final do período terciário, o polo norte e parte da Europa ficaram cobertos pelo gelo, e os homens passaram a procurar por climas melhores dirigindo-se mais ao sul do mapa. 

O conde francês Joseph Gobineau (1816 – 1882) afirmava que existia a raça superior entre todas as raças humanas: os louros dolicocéfalos arianos. Segundo ele tudo quanto constitui o patrimônio da evolução humana: arte, civilização e cultura, foi conseguido graças a esta única raça, a dos Arianos. Para ele houveram no mundo sete civilizações, das quais seis são genuinamente Arianas, e uma, a Assíria mesmo não sendo puramente Ariana, deveu seu esplendor aos Arianos. Das sete, a mais elevada era a Germânica.

quinta-feira

De “A Desobediência Civil” por Henry Thoreau


1
Aceito com entusiasmo a máxima: “O melhor governo é o que governa menos”; e gostaria de vê-la em prática com a maior rapidez e de forma sistemática. Levada às últimas consequências, ela finalmente, ela finalmente equivaleria  a outra na qual também acredito: “O melhor governo é o que absolutamente não governa”; e quando os homens estiverem preparados para isso, este será o tipo de governo que terão. O governo na melhor das hipóteses é uma conveniência; mas a maioria dos governos algumas vezes são inconvenientes, e todo governo algum dia acaba por ser inconveniente.  As inúmeras objeções feitas a um exército permanente são graves e merecem prevalecer – e também devem ser feitas a um governo permanente. O governo em si – apenas a forma escolhida pelo povo para executar suas vontades – é igualmente propenso a abusos e desvios, antes que a maioria do povo possa agir por seus intermédios.
2
O governo norte-americano é uma espécie de arma de brinquedo para o próprio povo, e nem por isso deixa de ser necessário, pois o povo precisa ter um mecanismo complexo e ouvir seu ruído para satisfazer à própria noção do governo que possui. Assim os governos mostram como o homem pode ter sucesso em oprimir, e para proveito próprio, que também podem ser oprimidos, o que devemos admitir, é excelente. Contudo, este governo nunca incentivou uma iniciativa própria, mas apenas demonstrou vigor em apenas não atrapalhar iniciativas. Ele não mantem o país livre. Ele não coloniza o oeste. Ele não educa. O caráter inerente ao povo norte-americano que realizou a tudo isto, e teria feito ainda mais se o governo em alguns momentos não tivesse atrapalhado. Pois o governo é um artificio, por meio do qual os homens conseguiram de bom grado deixar em paz uns aos outros; e como já foi dito, sua conveniência máxima ocorre quando os governados são respeitados pelo governo.
3
Porém, para falar em termos práticos e como cidadão, ao contrário daqueles que se dizem antigovernistas, eu não peço a extinção do governo de imediato, mas sim imediatamente um governo melhor. Deixem que cada homem expresse o tipo de governo digno de seu respeito, e este já será um passo para que ele vigore.
Thoreau

4
Penso que devemos ser homens em primeiro lugar, e depois súditos. Não é desejável cultivar pela lei o mesmo respeito que temos pelo direito. A única obrigação que tenho o direito de assumir é a de fazer a qualquer momento aquilo que considero certo.  Diz-se com toda razão que uma corporação não possui consciência; mas uma corporação de homens conscientes é uma corporação com uma consciência. As leis nunca tornaram os homens mais justos; e pelo respeitos às normas, até os cidadãos de boa vontade tornaram-se diariamente agentes de injustiça.
5
Vim ao mundo não com o objetivo principal de torna-lo um lugar bom para viver, mas para viver nele, sendo bom ou ruim. Um homem não tem tudo, mas apenas algo a fazer; e por não fazer tudo, não é necessário que ele faça algo errado.
6
Sob um governo que prende qualquer pessoa injustamente, o verdadeiro lugar de um homem justo também é o cárcere. O lugar mais adequado atualmente, o único que Massachusetts providenciou para seus espíritos mais livres e menos desesperançados, é sua prisão, é ser preso e afastado do Estado por ação do Estado, assim como os homens que já haviam se afastado por seus princípios. É lá que o escravo fugitivo, o prisioneiro mexicano em liberdade condicional e o índio que vieram protestar contra as injustiças sofridas por suas raças o encontrarão; naquele espaço separado, porém mais livre e honrado, no qual o Estado coloca quem  está contra ele – a única morada num estado escravista no qual um homem pode permanecer com honra. Se alguém pensa que ele perderia seu poder de influência, que sua voz não afligiria mais os ouvidos do estado, que ele não seria um inimigo dentro de seus muros, então não sabe como a verdade tem mais força do que o erro, nem como um homem pode combater a injustiça com muito mais eloquência e eficácia quando ele mesmo dela já experimentou um pouco.
7
Quando o súdito recusar-se a ser leal ao governo e o funcionário se demitir do cargo, a revolução terá se consumado. Mas vamos supor que haja derramamento de sangue. Não há uma espécie de sangue derramado quando a consciência é ferida? Com essa ferida brota a verdadeira humanidade e a imortalidade de um homem, e ele sangra até a morte eterna.
8
Em termos absolutos, quanto mais dinheiro, menos virtude, pois o dinheiro coloca-se entre o homem e seus objetivos, e consegue-os para ele; e certamente não houve grande virtude em obter dinheiro. Isso resolve diversas questões que, caso contrário, ele seria obrigado a responder; a única pergunta nova que o dinheiro propõe é difícil, porém supérflua: como gastá-lo? Um homem fica assim sem base para a moralidade. As oportunidades de vida diminuem na mesma proporção que aumenta o que chamamos de “meios”. A melhor coisa que um homem pode fazer para sua cultura quando é rico é empenhar-se para pôr em prática os projetos que nutria quando pobre.
Casa de Thoreau "Walden"


Crianças são...


Está na hora da humanidade perceber que feminismo, machismo e homossexualismo nos levam a nada a não ser disputas, discussões, desunião, ou seja, nada que possa nos trazer um bom retorno. Em uma sociedade evoluída há o respeito mútuo, há o conhecimento sobre a natureza de cada ser e não sua deturpação. Em uma sociedade evoluída as crianças são reconhecidas como crianças, como o futuro de nosso povo e nosso sangue, que devem ser respeitadas ao máximo, educadas, e terem o tempo para serem CRIANÇAS naturalmente, sem a interferência de traumas, sejam estes por abandonos, abusos ou ações desencadeadas por uma sociedade doente que lhe trarão um futuro incerto. Uma sociedade evoluída tem como principio o EQUILÍBRIO  e não pequenos grupos de pessoas procurando direitos para a desequilibrar. Respeito, equilíbrio e naturalismo, é isso que devemos buscar para que não nos tornemos uma sociedade totalmente podre.

Palavras de Krishna Para um Ariano



Não cedes à fraqueza que de nada te serve. Enche-te de coragem contra teus inimigos e sês o que realmente és! O sábio não se entristece por nada, nem por causa dos mortos, nem por causa dos vivos. Perecíveis são os corpos, esses templos do espírito – eterna e indestrutível é a alma que neles habita. Por isso, ó Arjuna, luta!
Quem pensa que é a alma que mata, o Eu que mata, ou o Eu que morre, não conhece a verdade. O Eu não pode matar nem morrer. A morte é inevitável, todo morrer é um nascer.
Quem abandonar totalmente a falsa noção de que seu ego seja o seu verdadeiro Eu realizador, quem possuir pureza de coração e nítida discriminação, este não mata, embora exterminasse exércitos, nem é responsável pela conseqüência de seus atos.
Não vaciles, para um príncipe da classe dos guerreiros nada é superior a uma guerra justa. Felizes deveras são os guerreiros chamados a lutar em uma destas batalhas, que lhes vêm espontaneamente como uma porta aberta para os céus. Se não combateres incorrerá em pecado, pelo fato de abandonares teu dever e tua honra. E pior que a morte é certamente a desonra.
Se disseres “não lutarei”, iludes a ti mesmo; e a própria natureza, em virtude de seus atributos, o obrigará a lutar. Confia em mim e vive na fé em mim. Pelo poder de minha graça alcançarás a vitória sobre todos os obstáculos; Mas se confiares somente em tua força pessoal, e não em mim, serás derrotado.
No interior de cada homem habita o mestre, e por meio de Maya, sua manifestação cósmica, impele todos os seres a gravitarem em torno dele, assim como as periferias da roda giram em torno do seu eixo central.

* * *
NIRVANA
Onde para os outros reina a escuridão, lá, o homem sábio enxerga a claridade; e onde o profano fala sobre dia cheio de luz, lá o vidente espiritual vê a tenebrosa noite da ignorância. Isto se chama viver na consciência de Brahman. Quem atingiu este estado nunca mais pode cair na ilusão antiga, e vivendo neste estado de consciência, alcança finalmente o estado de libertação absoluta, na experiência de sua união com Brahman.

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O RETO AGIR
Ninguém se liberta da escravidão do seu agir pelo fato de não agir – e ninguém atinge a perfeição interna por desistir da atividade externa. Não há como existir um só momento sem agir, a própria natureza o compele a agir, mesmo pensar é agir, no mundo mental. Toda ação que não é praticada como um ato de culto ao divino redunda em escravidão, sejam então tuas atividades um ato de adoração! Não age apenas por dever, habita no céu do seu Eu divino, em harmonia consigo mesmo. Sem desejos, apegos, deste modo não será mais tu que agirás, uma vez que todos os motivos pessoais deixaram de existir, pois este homem será uno com Aquele que não é afetado por aquilo que acontece ou não, no mundo externo, nem carece de auxílio algum.
O sábio que pela força da verdade renuncia a si mesmo integra-se em Brahman. Este é puro de coração, forte no bem e senhor de todos os seus sentidos; e ele realiza todas as suas ações sem ser escravizado por nenhuma delas, pois reconhece que não é ele que age, quando vê, ouve, ou sente. Quem tudo faz sem apego ao resultado de seus atos, faz tudo no espírito de Deus, e como a flor de lótus que não se contamina pelo lago em que vive, permanece isento do mal. Com todas as forças do espírito luta pela purificação da alma sem nada buscar para si mesmo. Quem tudo renuncia, alcança a mais alta paz de espírito; mas quem espera vantagem de suas obras, é escravizado por seus desejos. O sábio que em corpo terrestre se liberta do egoísmo, habita a cidade dos nove portais.

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NA MINHA DIVINDADE
Sou sem nascimento nem morte, eterno, e senhor de tudo que existe. E meus deuses nascem, vêm e vão. Ao efêmero reflexo do espelho da natureza, imprimo o sigilo de minha divindade pela alta magia de meu espírito. Toda vez que a ordem morre e a desordem impera, torno a nascer em tempo oportuno, assim exige a lei. Para proteger o bem e destruir o mal, encarno no seio da humanidade, ensinando o caminho que leva à libertação. Aquele que compreende minha vocação divina, e o mistério de minha encarnação, não tem necessidade de nascer novamente após a morte aqui na terra; ele vem a mim, ditoso. Libertos de apegos, paixões e temor pelo poder da meditação e sabedoria, purificados pelo fogo do amor; estes, após a morte, ingressam em meu Ser.

O Senhor do Universo não toma sobre Si as culpas dos homens porque está acima de todas as ações, perfeito em si mesmo. Erram os homens por sua própria ignorância, porque a luz da verdade está envolta nas trevas da ilusão. Quando as trevas cedem à luz, amanhece o dia, e assim como o sol em pleno esplendor, revela-se o Ser Supremo, e quem se integra a Ele, está livre de incerteza e trilha o caminho luminoso do qual não há retorno, porque a luz da verdade o libertou do mal.

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SENHOR DE SI
O homem ignorante e cético não encontra sossego nem no mundo do aquém nem no mundo do além, nem atingirá repouso na eternidade. Mas quem se encontra a si mesmo é senhor de si; transcende pela sabedoria os efeitos de suas ações; nada mais o prende, e as dúvidas se dissipam à luz do conhecimento da divindade. Mata com o gládio da sabedoria estas dúvidas que nascem da insipiência e te angustiam o coração. Acorda-te e firma-te na experiência divina!
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IOGA
Retira-se a um lugar puro, num acento simples e firme, nem alto nem baixo de mais, coberto de capim kusha e uma pele de tigre ou veado, e um tecido de seda ou lã. E ali sentado, ereto e imóvel, com os sentidos e a mente perfeitamente controlados, e a alma uni polarizada, pratica o homem ioga a fim de conseguir a purificação da sua alma divina. Mantém o corpo, o pescoço, a cabeça, eretos, com espontânea naturalidade, fazendo os olhos convergirem na base do nariz, pelo poder da visão interna. Está firmemente estabelecido no espírito de Brahman Charya (consagrado a Brahman), livre de qualquer solicitude, todo focalizado em mim e a mim devotado com todo o seu ser. Assim, em permanente contemplação no ser supremo, torna-se o iogue um poderoso soberano no seu próprio reino e entra na paz e no gozo supremo do nirvana. Quem come demais ou de menos, quem dorme demais ou de menos, este, é absolutamente inato para praticar ioga. A perfeita ioga o torna imune mesmo às maiores dores, mas esta meta só é alcançada por meio de muita energia e perseverança. É necessário arrancar do coração todos os devaneios, vacilações, ganância, vaidade e mania de grandeza; é necessário vigiar e obstruir todas as portas por onde o mundo dos sentidos possa lhe invadir a alma. Então se aproximará de ti um santuário, e conhecerás as belezas da paz que habitam em um coração perfeitamente dominado, onde impera soberana a verdade e onde a alma goza da verdadeira liberdade.

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SATTVA, RAJAS E TAMAS
Sattva é iluminação, rajas é atividade, tamas é passividade – estes são os três poderes que nascem da natureza e prendem o espírito infinito neste mundo finito.
Sattva por ser puro e luminoso possui o dom de dar alegria e beatitude à alma livre de pecado e fascinada pela verdade. Aqueles que vivem à luz de sattva pairam sobre as alturas da consciência do eu divino. Quando a alma governada por sattva deixa este mundo, ingressa na mansão divina da luz, onde habitam aqueles que amaram o bem e o atingiram.
Rajas, a paixão que cria cobiça, empolga a alma pelo apego as obras. E também, gera atividade e desejo de conhecer. Quando desejos, ganância, cobiça, ambição e dinamismo externo perturbam o sossego de tua alma, então sabes que rajas te governa. Quem é dominado por rajas guia-se apenas pela consciência do ego mental. Quando o corpo morre em quanto rajas o governa, vai o homem ao reino ígneo dos desejos, lá onde vivem os seres ainda vinculados a terra.
Tamas nasce da ignorância e é causa da auto-ilusão em todas as coisas – um nada que domina o mundo inteiro e liga a alma pela inércia da passividade. Tamas resiste à luz da sapiência pelas trevas da insipiência. Quando estupidez, inércia e arrogante ignorância, erro, incerteza e superstição se apoderam de ti, então sabes que tamas te avassalou. Os que vivem em tamas conhecem apenas a vida corporal. Quando um homem morre envolto nas trevas de tamas, cego para a luz, é ele privado da natureza humana e desce à zona de seres mais inferiores.

Às vezes sattva prevalece sobre rajas e tamas; e às vezes tamas sobrepuja os dois. Quando perecem a luz do conhecimento e a força da cobiça, resta tamas. Quando tamas e sattva se apagam, continua a arder rajas. Mas quando a luz divina penetra todo o teu ser, então sabe que sattva alcançou em ti a maturidade.

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OS HOMENS DE NATUREZA NÃO DIVINA
Estes ignoram sua origem e seu fim, vivem como sonâmbulos, não existe nestes nem inteligência e nem retidão. “Não há neste mundo lei alguma, nem Senhor, nem ordem, nem verdade, o mundo se originou por um cego acaso; o fim de nossa existência é o prazer dos sentidos” é isto o que os homens de natureza não divina falam e enredados nesta ilusão passam eles suas vidas; pois impuros são os seus corações e obscurecidas são suas mentes. São a desgraça do mundo, pois impedem a paz e o progresso e promovem a ruína. Escravos de desejos insaciáveis, cheios de vaidade, hipocrisia e arrogância, cegados pelas aparências, amam a ilusão e vivem o avesso da verdade. Chamam a verdade à mentira e gostam da ilusão que leva à morte; Algemados por todo tipo de esperanças, luxúrias e violências, visam a um só escopo: acumular riquezas para satisfazer seus desejos sensuais. Esses malfeitores, escória da humanidade, esses infelizes e perdidos, mando-os repetidas vezes, durante os ciclos de nascimentos, para o corpo de seres inferiores.

FALSO É O CONHECIMENTO DO HOMEM, QUE, COM TODA A SUA ALMA, APEGA-SE A UMA COISA COMO SE ELA FOSSE O TODO; ENVOLTO NAS TREVAS DOS SENTIDOS, IGNORA ELE O PRÓPRIO FUNDAMENTO DA EXISTÊNCIA.

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A TRIPLICE FELICIDADE
É alcançada pelo autodomínio, que se goza no eu interior e que põe termo aos sofrimentos. O que em princípio se parece ao veneno, mas no fim é saboroso como néctar – esta é a felicidade que nasce do conhecimento de si mesmo e gera beatitude espiritual. Mas aquilo que em principio se parece com néctar e depois atua como veneno – por ser ilusão dos sentidos – isso é produto de orgulho mental.
Pernicioso e mau, tanto no principio quanto no fim, é o prazer que nasce da preguiça, da auto-indulgência e da estupidez – e é o que se chama de satisfação sensual.


sexta-feira

Anos da Era Hiboriana


Creio que alguns leitores deste blog devem conhecer a obra máxima do escritor norte americano Robert Erwin Howard,Conan o Cimério,devido ao fato de que Conan é um guerreiro Ariano pertencente ao povo da Ciméria...Tudo isso não passou de ficção podem pensar algumas pessoas mas como disse Conan representa um guerreiro Ariano,um Cimério,a fria e melancólica Ciméria equivale a Alemanha nos tempos antigos,ou seja,cada reino e cada povo no universo de Conan tem uma ligação com o mundo real,pelo menos o que era antigamente.A era de Conan é chamada de Era Hiboriana,os Hiborianos eram os povos brancos,povos do norte,primordialmente seguidores de um deus líder chamado Bori,séculos mais tarde os Hiborianos se dividiram,alguns ergueram reinos como Hiperbórea e Aquilônia,outros viviam em tribos como os bárbaros Cimérios...Segue abaixo um texto escrito pelo próprio Robert Howard,explicando tudo sobre o mundo de Conan muito antes da era Hiboriana,antes mesmo dos dois cataclismas,no decorrer do texto Howard explica também as características raciais de cada povo do universo de Conan,desde os Hiborianos,Stygios e Shemitas.O texto é recomendado tanto para os fãs do Cimério quanto também para apreciadores de história e esotéricos.(Hartmut Erhard).

Anos da Era Hiboriana

Nada que esteja neste artigo deve ser considerada uma tentativa de mostrar qualquer teoria oposta à história consagrada. É simplesmente um cenário fictício para uma série de histórias de ficção. Há alguns anos, quando comecei a escrever as histórias de Conan, preparei esta “história” de sua época e dos povos daquela época, com o propósito de emprestar a ele e à sua saga uma maior aparência de realidade. E descobri que, ao me ater aos “fatos” e ao espírito dessa história, ao escrever as histórias, era mais fácil visualizá-lo (e, portanto, de apresentá-lo) como uma personagem real de carne e ossos em vez de um produto acabado. Ao escrever sobre ele e sobre suas aventuras nos diversos reinos de sua Época, jamais violei os “fatos” ou o espírito da “história” aqui definidos, mas sempre segui as linhas dessa história com tanto cuidado quanto o verdadeiro escritor de ficção histórica segue as linhas da história verdadeira. Usei esta “história” como guia para todas as histórias desta série que escrevi.(Robert Howard)
Pouco se sabe sobre aquela época que os cronistas nemédios conheciam como a Era Pré-Cataclísmica, com exceção da última parte, que está envolta na névoa lendária. A História conhecida começa com o declínio da civilização pré-cataclísmica, dominada pelos reinos de Kamélia, Valúsia, Verúlia, Grondar, Thule e Commoria. Esses povos falavam línguas semelhantes, indicando uma origem comum. Havia outros reinos, igualmente civilizados, mas habitados por raças diferentes e aparentemente mais antigas.Os bárbaros daquela época eram os pictos, que viviam nas ilhas bem distantes em meio ao oceano ocidental; os atlantes, que habitavam um pequeno Continente entre as Ilhas Pictas e o Continente principal, ou o Continente Thuriano; e os lemurianos, que habitavam uma cadeia de ilhas grandes, no hemisfério oriental. Havia extensas regiões de terras inexploradas. Os reinos civilizados, embora enormes, ocupavam uma porção relativamente pequena do planeta inteiro. Valúsia era o reino situado no extremo ocidente do Continente Thuriano; Grondar, no extremo oriente. Ao leste de Grondar, cujos povos eram menos cultos do que os dos reinos aparentados, estendia-se uma série de desertos. Entre os pedaços menos áridos dos desertos, nas selvas e no meio das montanhas, viviam clãs e tribos esparsas de selvagens primitivos. Bem ao sul havia uma misteriosa civilização, sem laços com a cultura thuriana, e aparentemente de natureza pré-humana. Nas distantes praias do Leste do Continente vivia outra raça, humana, mas misteriosa e não thuriana, com a qual, de tempos em tempos, os lemurianos entravam em contato. Originavam-se provavelmente de um Continente sombrio e sem nome, situado em algum lugar a leste das Ilhas Lemurianas.A civilização thuriana estava ruindo; seus exércitos compunham-se principalmente de mercenários bárbaros. Seus generais eram pictos, atlantes e lemurianos, assim como seus estadistas e, muitas vezes, seus reis. Havia muito mais lendas do que história precisa sobre as lutas entre os reinos e as guerras entre Valúsia e Commoria, assim como sobre as conquistas pelas quais os atlantes fundaram um reino no Continente.Então o cataclismo sacudiu o mundo. A Atlântida e a Lemúria submergiram, e as Ilhas Pictas foram empurradas para cima, formando os picos das montanhas de um novo Continente. Partes inteiras do Continente Thuriano desapareceram sob as ondas, ou afundaram formando grandes lagos e mares interiores. Vulcões entraram em erupção e terríveis terremotos derrubaram as reluzentes cidades dos impérios. Nações inteiras foram apagadas.Os bárbaros estavam em condições um pouco melhores do que as raças civilizadas. Os habitantes das Ilhas Pictas foram destruídos, mas uma grande colônia deles, estabelecida no meio das montanhas da fronteira sul da Valúsia para servir de anteparo contra as invasões de estrangeiros, permaneceu intacta. O reino continental dos atlantes também escapou da ruína geral, e para lá se dirigiram em navios milhares de pessoas de suas tribos, fugindo da terra submersa. Muitos lemurianos fugiram para a costa leste do Continente Thuriano, a qual permanecia relativamente intocada. Foram escravizados ali pela antiga raça que já morava no lugar, e a história deles, durante milhares de anos, é uma história de brutal servidão.Na parte oeste do Continente, condições mutantes criaram formas estranhas de vida vegetal e animal. Selvas espessas cobriam as planícies, grandes rios cortavam seu caminho rumo ao mar, montanhas selvagens foram erguidas e lagos cobriam os destroços de velhas cidades localizadas nos vales férteis. O reino continental dos atlantes foi invadido por miríades de animais e de selvagens — homens-macaco e macacos, que fugiam das regiões submersas. Apesar de forçados a lutar constantemente por suas vidas, eles conseguiram conservar vestígios do seu adiantado estado anterior de barbárie. Destituídos de metais e de minério, eles passaram a trabalhar a pedra como seus ancestrais remotos o fizeram, e já haviam alcançaram um nível verdadeiramente artístico quando sua cultura entrou em contato com a poderosa nação picta; os pictos também haviam regredido para a pedra lascada, mas haviam avançado mais rapidamente em termos de população e da arte da guerra. Faltava-lhes a natureza artística dos atlantes, pois eles eram uma raça mais grosseira, mais prática, mais prolífica. Eles não deixaram imagens pintadas ou entalhadas em mármore, como o fizeram seus inimigos, mas deixaram uma abundância de eficientes armas de pedra lascada.Esses reinos da idade da pedra desmoronaram e, numa série de guerras sangrentas, os atlantes, cujo número era menor, foram lançados de volta a um estado de selvageria, e a evolução dos pictos foi interrompida. Quinhentos anos depois do cataclismo, os reinos bárbaros desapareceram. Atualmente é uma nação de selvagens — os pictos — que guerreia constantemente com as tribos selvagens — os atlantes. Os pictos tinham a vantagem de serem em número maior e de se unirem, enquanto os atlantes haviam se dispersado em clãs com pouca ligação entre si. Esse era o Oeste daqueles dias.No Leste distante, separados do resto do mundo pelo surgimento de gigantescas montanhas, e pela formação de cadeias de lagos extensos, os lemurianos estão labutando como escravos de seus antigos senhores. O extremo Sul ainda está envolto em mistério. Intocado pelo Cataclismo, seu destino ainda é pré-humano. Das raças civilizadas do Continente Thuriano, um remanescente das nações não valusianas habita entre as montanhas baixas do Sudeste — os zhemri. Aqui e ali pelo mundo espalham-se clãs de selvagens simiescos, totalmente alheios à ascensão e à queda das grandes civilizações. Mas, no extremo Norte, outros povos estão nascendo aos poucos.Na época do cataclismo, um bando de selvagens, cujo desenvolvimento não estava muito acima do Neanderthal, fugiu para o norte para escapar da destruição. Eles encontraram os países cobertos de neve habitados somente por uma espécie de ferozes macacos-da-neve — enormes animais de pêlo branco, aparentemente nativos daquele clima. Os selvagens lutaram com eles e os baniram para além do Círculo Ártico, achando que lá pereceriam. Então, estes se adaptaram ao novo ambiente inóspito e prosperaram.Depois que as guerras picto-atlantes haviam destruído o início daquilo que poderia ter sido uma nova cultura, outro cataclismo menor alterou mais a aparência do Continente original; deixou um grande mar interior onde outrora existira uma cadeia de lagos, separando mais ainda o Oeste do Leste; e os terremotos, as enchentes e os vulcões completaram a ruína dos bárbaros que as guerras tribais haviam começado.Mil anos depois do cataclismo menor, o mundo ocidental é uma terra selvagem de matas, de lagos e de rios torrenciais. Entre as colinas cobertas por florestas, a noroeste, existem bandos nômades de homens-macaco, que não falam uma língua humana, não conhecem o fogo nem o uso de ferramentas. São os descendentes dos atlantes, decaídos no caos de animalidade florestal para fora da qual seus ancestrais, séculos atrás, haviam tão laboriosamente se arrastado. A sudoeste, habitam esparsos clãs de selvagens homens das cavernas decaídos, que falam uma língua mais primitiva, mas que ainda conservam o nome de pictos, termo que chegou a significar meramente seres humanos, para distingui-los dos verdadeiros animais com os quais eles disputam a vida e o alimento. É o único vínculo que têm com o estágio anterior. Nem os esquálidos pictos nem os simiescos atlantes têm qualquer contato com outras tribos ou com outros povos.No extremo Leste, os lemurianos, rebaixados até quase o plano animalesco pela brutalidade da escravidão, insurgiram-se e destruíram seus senhores. São selvagens entre as ruínas de uma civilização estranha. Os sobreviventes dessa civilização, que haviam escapado da fúria de seus escravos, foram migrando rumo ao oeste. Eles atacam aquele misterioso reino pré-humano do Sul e derrubam-no, substituindo sua própria cultura, modificada pelo contato com a mais antiga. O reino novo se chama Stygia, e os remanescentes da nação mais antiga parecem ter sobrevivido, e até terem sido adorados, depois que a raça como um todo fora destruída.Aqui e ali pelo mundo, pequenos grupos de selvagens mostram sinais de uma tendência ascendente; são esparsos e insignificantes. Mas no Norte, as tribos estão crescendo. Esses povos são chamados de hiborianos, ou hibori; o deus deles era Bori — algum chefe importante, a quem as lendas tornaram mais antigo ainda como o rei que os conduzira para o norte nos dias do grande Cataclismo, do qual as tribos se lembram apenas em forma de folclore distorcido.Eles se espalharam pelo Norte e estão descendo para o sul em passos vagarosos. Até agora, ainda não entraram em contato com outra raça; suas guerras têm sido entre eles mesmos. Mil e quinhentos anos passados nas terras do Norte os tornaram uma raça de homens altos, louros, de olhos cinza, vigorosos e guerreiros, já exibindo uma natureza artística e poética bem definida. Eles ainda vivem principalmente da caça, mas as tribos do Sul têm criado gado há alguns séculos. Há uma exceção em seu completo isolamento de outras raças: um nômade, que viajara para o extremo norte, voltara com a notícia de que os desertos gelados, supostamente desabitados, eram habitados por uma grande tribo de homens simiescos, descendentes, conforme jurava, dos animais banidos das terras mais habitáveis pelos ancestrais dos hiborianos. Ele instava para que uma grande companhia de guerra fosse enviada para além do Círculo Ártico a fim de exterminar esses animais, que ele jurava que estavam evoluindo para seres humanos. Riram dele; um pequeno bando de jovens guerreiros aventureiros seguiu-o para o norte, mas ninguém voltou.Mas as tribos dos hiborianos estavam migrando para o sul e, conforme a população crescia, o movimento deles se expandia. A época seguinte foi de andanças e de conquistas. Através da história do mundo, tribos e levas de tribos se movem e mudam de lugar num panorama sempre em mutação.Vamos olhar para o mundo quinhentos anos mais tarde. Tribos de hiborianos louros migraram para o sul e para o oeste, conquistando e destruindo muitos clãs pequenos e sem classificação. Absorvendo o sangue das raças conquistadas, os descendentes de migrações anteriores já começaram a mostrar traços raciais modificados, e essas raças misturadas são atacadas ferozmente pelas migrações novas, de sangue mais puro, e varridas à sua frente, como uma vassoura varre imparcialmente o lixo, para se tornarem mais misturadas ainda e enredadas no lixo das raças e finais de raças.Os conquistadores ainda não entraram em contato com as raças mais antigas. No Sudeste, os descendentes dos zhemri, recebendo o impulso do sangue novo resultante da mistura com alguma tribo não-classificada, estão começando a tentar fazer reviver uma leve sombra de sua antiga cultura. No Oeste, os simiescos atlantes estão começando a longa escalada ascendente. Eles completaram o ciclo de existência; esqueceram-se há muito tempo de sua existência anterior como seres humanos; inconscientes de qualquer outro tipo de estado, estão começando a subir, sem a ajuda nem o impedimento das memórias humanas. Ao sul deles, os pictos continuam selvagens, aparentemente desafiando as leis da Natureza por não estar progredindo nem retrocedendo. No extremo Sul sonha o antigo reino misterioso de Stygia. Nas suas fronteiras do Leste, vagueiam clãs de nômades selvagens, já conhecidos como os Filhos de Shem.Próximo aos pictos, no extenso vale de Zingg, protegido pelas grandes montanhas, um bando de primitivos sem nome, classificado aproximadamente como parente dos shemitas, desenvolveu um sistema avançado de agricultura e de existência.Outro fator acrescentou-se ao ímpeto da migração hiboriana. Uma tribo dessa raça descobriu o uso da pedra na construção, e assim surgiu o primeiro reino hiboriano — o reino rude e bárbaro de Hiperbórea, que teve seu início numa fortaleza rude de pedras, construída para repelir os ataques das tribos. As pessoas dessa tribo logo substituíram suas tendas de pele de cavalo por casas de pedra, de construção tosca, mas forte; e, protegidas assim, tornaram-se fortes. Há poucos fatos mais dramáticos na história do que o surgimento do reino rude e violento da Hiperbórea, cujos povos abandonaram abruptamente a vida nômade para erguer moradias de pedra bruta, cercadas por muros ciclópicos — uma raça recém-saída da idade da pedra polida que, por um golpe do destino, aprendeu os primeiros princípios grosseiros da arquitetura.O surgimento desse reino afastou muitas outras tribos, pois, vencidos nas guerras ou se recusando a pagar tributos aos parentes que moravam em castelos, muitos clãs partiram caminhando por longas trilhas que os levaram para o outro lado do mundo. E as tribos mais ao norte já começam a ser acossadas por gigantescos selvagens loiros, não muito mais avançados que homens-macaco.A história dos próximos mil anos é uma história da ascensão dos hiborianos, cujas tribos belicosas dominam o mundo ocidental. Reinos rudes vão tomando forma. Os invasores loiros enfrentaram os pictos, empurrando-os para as terras desertas do Oeste. A noroeste, os descendentes dos atlantes que, sem receber ajuda, passam do estado simiesco para um estado primitivo selvagem, ainda não se defrontaram com os conquistadores. No extremo Leste, os lemurianos estão desenvolvendo uma estranha semi-civilização própria. Ao sul, os hiborianos fundaram o reino de Koth, nas fronteiras daqueles países de pastores conhecidos como as Terras de Shem, e os selvagens daquelas terras, em parte através do contato com os hiborianos, em parte através do contato com os stígios que os atacaram durante séculos, estão emergindo do barbarismo. Os selvagens loiros do extremo Norte cresceram em poder e em número, fazendo com que as tribos hiborianas do Norte migrem para o sul, afugentando seus clãs parentes diante deles. O antigo reino de Hiperbórea é derrubado por uma dessas tribos, que, no entanto, conserva seu antigo nome. A sudeste da Hiperbórea, surgiu um reino dos zhemri chamado Zamora. A sudoeste, uma tribo de pictos invadiu o vale fértil de Zingg, conquistou o povo agrícola local e se estabeleceu entre eles. Essa raça misturada foi por sua vez conquistada mais tarde por uma errante tribo de Hyboris, e desses elementos misturados surgiu o reino de Zingara.Quinhentos anos mais tarde, os reinos do mundo estão claramente definidos. Os reinos dos hiborianos — Aquilônia, Nemédia, Britúnia, Hiperbórea, Koth, Ophir, Argos, Corinthia e um reino chamado de Reino da Fronteira — dominam o mundo ocidental. Zamora fica a leste, e Zingara a sudoeste desses reinos — povos semelhantes pela pele escura e pelos costumes exóticos, mas sem outro parentesco. No extremo Sul dorme a Stygia, intocada pelas invasões estrangeiras, mas os povos de Shem trocaram o jugo stígio pelo jugo menos opressor de Koth. Os escuros senhores foram afugentados para o sul do grande rio Styx, Nilus, ou Nilo, que, correndo para o sul partindo das sombrias terras do interior, dobra quase que em ângulo reto e corre quase que rumo a oeste através das pastagens de Shem, para desaguar no grande mar. Ao norte da Aquilônia, o mais ocidental dos reinos hiborianos, estão os cimérios, selvagens ferozes, indomados pelos invasores, mas que avançam rapidamente por causa do contato com eles; são descendentes dos atlantes, agora progredindo mais estavelmente que seus antigos inimigos, os pictos, que habitam as selvas a oeste da Aquilônia.Mais quinhentos anos e os povos hybori são proprietários de uma civilização tão viril, que o contato com ela virtualmente arranca do estágio de selvageria as tribos que toca. O reino mais poderoso é a Aquilônia, mas outros competem com ela em força e esplendor. Os hiborianos se tornaram uma raça consideravelmente mista; os mais próximos da antiga raça-raiz são os gunder da Gunderlândia, uma província setentrional da Aquilônia. Mas esta mistura não enfraqueceu a raça. Dominam supremos no mundo ocidental, embora os bárbaros das terras inóspitas estejam se fortalecendo.Ao norte, bárbaros de cabelos dourados e olhos azuis, descendentes dos louros selvagens árticos, expulsaram as remanescentes tribos hiborianas das terras nevadas, com exceção do antigo reino da Hiperbórea, que resiste aos ataques. O país deles se chama Nordheim, e eles se dividem entre os ruivos vanires de Vanaheim e os louros aesires de Asgard.Agora os lemurianos tornam a entrar na história como hirkanianos. Avançaram firmemente rumo ao Ocidente através dos séculos, e agora uma tribo ladeia o extremo Sul do grande mar interior — Vilayet — e estabelece o reino de Turan na costa sudoeste. Entre o mar interior e as fronteiras orientais dos reinos nativos, há uma extensão de estepes e, no extremo Norte e no extremo Sul, desertos. Os habitantes não-hirkanianos desses territórios, no Norte são pastores esparsos sem classificação; no Sul são shemitas, com um leve traço de sangue hiboriano dos conquistadores nômades. No final dessa época, outros clãs hirkanianos avançam para o oeste, ao redor das costas setentrionais do mar interior, e se chocam com os postos avançados orientais dos hiperbóreos.Vamos dar uma olhada nos povos dessa época. Os hiborianos dominantes já não têm mais cabelo castanho-claro e olhos cinza. Estão misturados com outras raças. Há um forte traço shemita, até stígio, entre os povos de Koth, e, menos intenso, de Argos, enquanto no último caso, o cruzamento com os zíngaros foi mais extenso do que com os shemitas. Os britunianos casaram-se com os zamorianos de pele escura, e os povos do Sul da Aquilônia se misturaram com os zíngaros de pele escura até que o cabelo negro e os olhos castanhos se tornaram o tipo dominante em Poitain, a província do extremo Sul. O antigo reino da Hiperbórea é mais reservado do que os outros, mas existe bastante sangue estrangeiro nas suas veias, por causa da captura de mulheres estrangeiras — hirkanianas, aesires e zamorianas. Somente na província da Gunderlândia, onde os povos não mantêm escravos, a raça hiboriana é pura. Mas os bárbaros conservaram pura sua descendência; os cimérios são altos e fortes, com cabelo escuro e olhos azuis ou cinza. Os povos de Nordheim são de compleição semelhante, mas têm a pele branca, olhos azuis e cabelo louro-claro ou ruivo. Os pictos são do mesmo tipo que sempre foram — baixos, muito escuros, com olhos e cabelo negros. Os hirkanianos são escuros e geralmente altos e magros, embora haja um tipo atarracado, de olhos amendoados, cada vez mais comum entre eles, resultado de uma mistura com uma curiosa raça de aborígines inteligentes, embora abrutalhados, conquistada por eles entre as montanhas a leste do Vilayet, na sua migração para o oeste. Os shemitas são geralmente de estatura mediana, embora, às vezes, quando misturados com sangue stígio, sejam gigantescos, de ombros largos e fortes, com nariz adunco, olhos escuros e cabelo preto-azulado.Os stígios são altos e bem proporcionados, escuros, de traços retos — pelo menos a classe reinante pertence a esse tipo. As classes inferiores são uma horda de oprimidos e mestiços, uma mistura de sangue negróide, stígio, shemita e até hiboriano. Ao sul da Stygia ficam os vastos reinos negros das amazonas, dos kushitas, dos atlaianos e o império híbrido de Zimbabwe.
Entre a Aquilônia e a selva picta ficam as fronteiras bossonianas, habitadas pelos descendentes de uma raça aborígene, conquistada por uma tribo de hiborianos, no início das primeiras épocas da migração hiboriana. Este povo misto jamais conquistou a civilização dos hiborianos mais puros, e foi expulso por eles até a própria orla do mundo civilizado. Os bossonianos são de estatura mediana, têm olhos castanhos ou cinza, e são mesocefálicos. Vivem principalmente da agricultura, em grandes aldeias muradas, e fazem parte do reino da Aquilônia. Suas fronteiras se estendem desde o Reino da Fronteira até o norte de Zingara, no sudoeste, formando uma barreira para a Aquilônia contra os cimérios e os pictos. São obstinados lutadores defensivos, e séculos de guerras contra os bárbaros do norte e do oeste fizeram com que eles desenvolvessem um tipo de defesa quase intransponível contra um ataque direto.
Assim era o mundo na época de Conan.

Fonte:Conan - Espada e magia #1.